A Bioquímica da Cerveja

Os principais componentes da cerveja se enquadram em três classes principais de biomoleculas: açúcares, proteínas e lipídios.
 
Esses três ingredientes principais vêm principalmente dos grãos de malte e fornecem ao fermento uma fonte rica de alimento para crescer e se reproduzir e, como subproduto, são criados os sabores e aromas da cerveja. Alguns dos lipídios também vêm do lúpulo, mas estes são principalmente óleos aromatizantes e realmente não são utilizados pelas leveduras. Se você possui um conhecimento cervejeiro avançado ou principiante, neste post será facil compreender de onde são provenientes cada uma destas classes principais de moléculas, e os sabores e aromas que elas proporcionam.

1.    A Contribuição dos açúcares (carboidratos)
 
Os açúcares extraidos dos grãos do malte fornecem alimentos e nutrientes para o fermento e são os precursores para a formação do álcool. Eles são muitas vezes referidos como carboidratos por químicos e bioquímicos. Os átomos prensente nas moleculas dos açúcares podem se combinar para fazer uma série de estruturas, mas para nosso propósito, só precisamos entender duas moléculas simples de açúcar glicose (1) e frutose (2).
1.1.     Glicose

As moléculas de Glicose podem se combinar fomando estruturas de tamanhos variáveis resultando em açúcares mais complexos. Esses açúcares derivados da glicose são a principal fonte de alimento para a levedura na cerveja. No entanto, as moléculas de açúcar, com apenas um, dois ou três moleculas de glicose também são importantes para a fermentação. Moleculas de açúcares maiores (amido, amilose e aminopectina) são quebrados em açúcares menores durante o processo de brassagem e fervura do mosto.

A tabela abaixo resume os principais tipos de açúcares derivados da glicose, suas estruturas e a quantidade de cada tipo encontrado na cerveja nao fermentada (mosto).
Nota: Em geral o "amido" é frequentemente utilizado (embora incorretamente) para se referir a todos os açúcares maiores, inclusive de amilose, amilopectina e o verdadeiro amido.

Amilopctina e amido possuem diferentes ligações Glicose-Glicose entre amilose ou açúcares simples. Essas ligações podem variar de posições, criando uma grande variedade de moléculas de açúcar que não são quebradas pelo femento cervejeiro normal. Portanto, partes de amilopectina e amido permancem no mosto e na cerveja pronta, juntamente com a amilose que nao é quebrada em glicose, maltose ou maltotriose durante a brassagem ou a fervura do mosto. Uma vez que a maioria das moléculas de açúcar será fermentado pelas leveduras, essas grandes partes de açúcares são os principais responsáveis pelo sabor doce, chamado de gosto maltado da cerveja. Uma excessão são as cervejas light; pois neste estilo, são usadas enzimas especiais que quebram muitos dos açúcares complexos, permitindo-lhes assim serem fermentados em etanol e dióxido de carbono (CO2).


1.2.    Frutose
 
A frutose (F) é o açúcar mais simples que pode se combinar entre si ou com a glicose para fazer um outro conjunto de açúcares complexos, que são importantes na fabricação de cerveja. Estes incluem frutose, sacarose e rafinose (ver tabela abaixo).

Nota: Cadeias de duas ou mais moleculas de frutose nao são normalmente encontradas na natureza que prefere formar cadeias alternando F e G.


Rafinose, embora não seja o componente mais importante do mosto, é um açucar importante como forma de diferenciação entre uma levedura lager de uma ale. Leveduras lager podem dividir a rafinose em duas G’s e uma F. Uma F pode ser fermentada por qualquer levedura lager ou ale. Entretanto, o açúcar residual G-G, conhecido como melibiose, tem uma ligação química ligeiramente diferente da ligação GG da maltose. Leveduras lager podem dividir essa ligação, gerando cervejas lagers de sabor mais limpo e corpo mais leve. A levedura ale é incapaz de dividir esta ligação. Portanto uma molécula de rafinose ou uma rafinose ligada entre duas G’s, não seria completamente processada pela levedura ale, deixando um açúcar residual associado ao sabor final da cerveja. Estes sabores residuais fazem parte do complexo conjunto de aromas e sabores do perfil de estilo de cervejas ale.

Figura: Representação da molécula de rafinose, composta por duas moleculas de glicose e uma molécula de frutose.

1.3.    Outros açúcares complexos
 
 Dois outros tipos de açúcares complexos são também motivo de preocupação para o fabricante de cerveja, embora não para a fermentação. O primeiro: beta-glicanas, estão intimamente relacionados com a maltose, maltotriose e amilose. O segundo tipo: pentosanas, estão intimamente relacionados a moleculas de G e F. No entanto, as leveduras não podem processá-los como seus açúcares “primos”. Se nao forem devidamente degradados durante o processo de brassagem, tanto os beta-glicanas e as pentosanas causarão problemas com turvamento e filtragem.

2.     A contribuição das proteínas

As proteínas são longas cadeias de moléculas individuais chamadas aminoácidos. Elaes são requeridas por todos os seres vivos, desde as bactérias até os seres humanos. Durante o processo normal de brassagem, proteínas são extraídas quase que exclusivamente dos grãos do malte.
Uma proteína é uma sequência de aminoacidos(AA) que podem ser compostos de poucos AA a uma centena deles, numa cadeia mais longa. O comprimento determina o tamanho e o peso molecular das proteínas. AA individuais também podem ser encontrados na cerveja.
Molécula de proteína composta de aminoácidos (AA):

.....AAAAAAA.........

Algumas dessas proteínas são utilizadas pelo fermento para viver, reproduzir e fermentar. Proteíinas usadas na fabricação de cervejas são classificados em uma das seguintes categorias:

Essencial: requerido pelo fermento para crescimento e ativação da fermentação.
 
Importante: nescessário para crescimento normal do fermento e fermentação. A levedura pode substituí-lo ou deixá-lo de fora, mas o gosto da cerveja provavelmente será afetado.
 
Não-essencial: não necessários para o crescimento do fermento e a fermentação.
 
A maioria das proteínas em grãos não maltados são extremamente grandes. E assim como acontece com os açúcares, o processo de brassagem remove essas proteínas maiores ou as quebram em tamanhos menores para poderem ser processadas pelas leveduras. Por exemplo, proteínas maiores são quebradas durante o processo de brassagem por aquecimento. Eles também são quebrados pelas enzimas ativadas durante o processo de brassagem, mas, mais importante ainda, vários se agregam e ficam de fora da cerveja. Este é um processo conhecido como precipitação de proteínas. Ferver o mosto continua o processo de quebra das proteínas em moleculas mais curtas de aminoácidos (através de calor) e pela mudança em sua estrutura natural ou por sua desnaturação, causando uma precipitação de proteínas, chamada quebra a quente (parecido com a clara do ovo quando exposto ao calor). O resfriamento do mosto causa outra precipitação da proteina, chamada quebra a frio. Uma rápida e eficiente refrigeração do mosto produz uma melhor quebra a frio e reduz drasticamente a turbidez do produto final.

Durante a fermentação e maturação, as leveduras usam principalmente aminoácidos e algumas proteínas muito pequenas para se alimentar. Proteínas não essenciais, grandes ou em excesso, não são utilizadas pelas leveduras. Algumas dessas proteínas continuam a precipitar durante o resfriamento e fermentação do mosto (uma continuação menos eficiente da quebra a frio), mas a maioria passam para a cerveja inalteradas. As proteínas e aminoácidos remanescentes dão a cerveja corpo e sabores especiais característicos de um certo estilo e também contribuem para a retenção da espuma.

3.   A contribuição dos lipídios
 
Os lipídios para a proposta dessa discussão, são moleculas de gordura que são provenientes de três fontes: malte, oxidação do lúpulo e metabolismo da levedura. O trub, material esbranquiçado que se acumula no fundo do fermentador pode consistir de até 50% de lipídios. Um mosto turvo contém de 5 a 40 vezes o conteúdo lipídico que um mosto limpo. Então o que fazer com os lipídios, afinal? Para os cervejeiros caseiros eles proporcionam vantagens e desvantagens.

3.1.    Vantagens e desvantagens
 
 Lipídios contribuem para a viabilidade da fermentação pelo transporte de nutrientes através da membrana celular do fermento. De maneira simplificada, ele capacita o fermento para conseguir alimentar-se, além de ser inibidor da formação de vários ésteres desagradáveis.
Uma das desvantagens dos lipidios é que eles agem como um sabão, dissolvendo a espuma da cerveja. Eles também desempenham um papel importante para desandar a cerveja, uma vez que são facilmente oxidados. Lipídios oxidados contribuem com gostos de sabão, gordura, suor, e gosto de cerveja velha. 

Devido aos lipídios possuirem vantagens e desvantagens, a melhor maneira de tratá-los na cerveja ainda é um tanto controverso. Alguns acham que uma contribuição positiva dos lipídios pode ocorrer em se transferindo o mosto da fermentação para um segundo fermentador após alguns dias, quando os estágios iniciais da fermentação estão completos. Isto permite o acesso da levedura aos lipidios durante a fase crítica inicial da fermentação mas, em seguida, remove o mosto do trub altamente lipídico que se acumula no fundo do fermentador. Entretanto, as cepas de leveduras produzem quantidades diferentes de tipos de lipídios. Esta mistura de tipos diferentes de lipídios contribue acrescentando sabores específicos que ajudam a definir um estilo de cerveja. Então, se você separa a cerveja dos lipídios, acaba perdendo alguns dos sabores que seriam produzidos.

Talvez, a melhor sujestão seja encontrada em New Complete Joy of Homebrewing: “Homebrewers devem trasfegar sua cerveja a um fermentador secundário livre de lipídios se a cerveja for ficar em contato com o trub por mais de duas semanas.” Este método faz sentido, uma vez que todas as contribuições oriundas dos lipídios vão levar mais de duas semanas; e, antes disso, a fermentação já deverá ter terminado, com todos os sabores provenientes dos lipídios intactos e os ésteres reduzidos, podendo ser engarrafada ou embarrilhada, eliminando nesse processo o trub. É claro que, algumas receitas e técnicas de fabricação de cerveja (como as lagers) exigem a transfega para um fermentador secundário, obrigatoriamente.”

Contaminantes como o sabão ou bactérias são muito mais propensos a ser o problema da quebra da espuma do que o trub. Da mesma forma, uma oxidação mais grave ocorrerá depois de duas semanas somente se sua técnica de fabricação não for adequada, e não somente porque você tem trub na cerveja.

Fonte: Brew Chem 101 - The Basics of Homebrewing Chemistry

Dicas que eu deveria conhecer (mas ninguém me falou) quando comecei a fazer cerveja.


Por Luís Otávio

É natural que quando começamos a produzir nossa própria cerveja surjam várias dúvidas quanto aos ingredientes, procedimentos e métodos que mais facilitariam sua vida e resultariam numa melhor qualidade da cerveja que será produzida. Quando se tem à quem perguntar, fica fácil! Mas e se não temos?
Algumas dicas simples podem ajudar muito na qualidade final da cerveja produzida. Aqui serão apresentadas algumas dessas dicas dadas que devem facilitar a vida de muitos.
Queria eu ter sabido disso antes de iniciar!

1 - Use ingredientes frescos, de alta qualidade: ingredientes frescos garantem uma cerveja melhor! quem nunca viu a celebre frase ”feita com ingredientes importados”. Propaganda barata, basicamente todos os ingredientes utilizados na produção de uma cerveja são importados. Portanto, vale à pena checar com o fornecedor a data de produção do insumo e sempre optar por ingredientes frescos e dentro do prazo de validade. Use os ingredientes tão rápido quanto possa. Caso os guarde, lembre-se sempre de manter fermentos na geladeira, lúpulo do freezer e grãos em locais frescos e adequados. Triturar o malte e armazená-lo por longo período vai contribuir para a sua oxidação e diminuir a qualidade da sua cerveja. 

2- Faça a tarefa de casa: produzir uma cerveja cada vez melhor é parte “mão na massa” e parte ciência. Entender a “ciência da cerveja” vai ajudá-lo a produzir e entender os passos para produzir uma boa cerveja. Mas... Como eu posso aprender? Bem, existem vários livros interessantes sobre o assunto, vale a pena estudá-los. Outra fonte interessante e muito importante é a participação em fóruns da internet das várias comunidades voltadas para o assunto e também as páginas mantidas pelas associações de cervejeiros artesanais (ACERVAS) em nosso país. Por fim, existem vários softwares que podem ajudá-lo a planejar uma determinada receita, tais como o Beerstmith e o Promash, entre outros. Todas essas ferramentas podem - e vão - contribuir para a melhora da qualidade da sua cerveja.

3 – Mantenha tudo esterilizado: higiene é fundamental na produção de uma boa cerveja. Ainda lembro o desgosto ao perceber que 20 L de uma cerveja de trigo havia azedado1. Lembrar daquele precioso néctar sendo jogado no ralo da pia ainda me causa pesadelos terríveis! Linhas gerais, qualquer coisa que entre em contato com a sua cerveja após ela ter sido resfriada não será passível de sanitização por qualquer método comum (alvejantes, iodofórmio, etc.). O período após o resfriamento da sua cerveja é crítico, uma vez que bactérias e outros organismos podem contaminar sua preciosa cerveja antes mesmo da fermentação ser iniciada. Portanto, se não quiser ter a surpresa desagradável de ver um bixo peludo boiando no seu fermentador, higiene é essencial!
Nota: depois o companheiro Alfredo descobriu que esse tipo de cerveja é muito apreciada pelos nossos amigos belgas, hehehe!

4 – Resfrie o mosto rapidamente: além da agonia da espera de ver seus precisos litros de mosto resfriar, aumentar a velocidade desse processo vai contribuir para a precipitação de proteínas e taninos, que são substâncias indesejáveis na sua cerveja, além, é claro, de reduzir o risco de contaminação. A aquisição de uma serpentina de cobre vai colaborar significativamente para a melhora da claridade e da qualidade da sua cerveja. 
    
5 – Ferva o mosto por no mínimo 60 – 90 minutos: ferver o mosto por no mínimo 60 minutos só contribui para a melhora da sua cerveja. Esse processo vai esterilizar o mosto, vaporizar compostos indesejáveis, liberar o amargor do lúpulo, e coagular proteínas e taninos dos grãos de modo que eles precipitem durante o resfriamento. Assim, para atingir esse propósito, uma fonte vigorosa de calor, tal qual um fogareiro, vai lhe auxiliar muito mais do que aquela tímida boquinha de seu fogão.  

6 – Controle a temperatura de fermentação: num país onde a temperatura pode variar de altos 40 graus durante o dia até baixos 10 graus durante a madrugada, é de se esperar que esse clima de deserto deixe sua levedura atormentada. Embora existam fermentadores com controle de temperatura no mercado e muitos cervejeiros tenham optado por isso, a melhor técnica caseira ainda consiste em procurar o local mais fresco, seco e arejado de sua casa e colocar seu fermentador lá. Embrulhe-o com toalhas molhadas e renove-as a cada 12 horas. Desse modo, você terá uma temperatura mais amena durante a fermentação do seu mosto. Caso necessário, use um termômetro acoplado ao fermentador para um controle mais preciso. 

7 – Use um caldeirão para ferver todo o seu mosto: ferver todo volume do seu mosto será muito benéfico para a sua cerveja. Se você está fervendo apenas metade ou 2/3 do seu mosto por falta de um caldeirão maior ou por falta de uma fonte de calor mais eficiente, faça rapidamente uma atualização de seu equipamento. Não será caro e ainda deixará sua esposa mais feliz, já que poderá fazer sua cerveja bem longe dela!

8 – Use fermentadores de vidro: tá bom vai, nada melhor (e barato) que usar àquela bombona de água mineral, né? Pois bem, saiba que o uso de fermentadores de vidro ou aço inox oferecem inúmeras vantagens diante da nossa clássica bombona ou mesmo do fermentadores plásticos: muito mais fáceis de limpar, hermeticamente livres de oxigênio atmosférico, etc. Fermentadores plásticos são materiais porosos que permitem a passagem de O2 e além disso, esses compartimentos podem vazar pelas extremidades, tornando mais difícil a detecção do final da fermentação.   

9 – Faça uma fermentação inicial: sua fermentação será muito melhor se você fizer um preparado inicial para o seu fermento. Dois ou três dias antes de preparar sua cerveja, ferva uma pequena quantidade desses extratos de malte seco (vendidos em casas do ramo) juntamente com 1 L de água. Resfrie e adicione seu fermento. Tampe bem com uma rolha contendo uma válvula airlock e mantenha em local fresco e escuro.
No dia do preparo da cerveja, adicionar seu “starter” ao mosto vai resultar numa fermentação mais vigorosa e num menor risco de contaminação, já que sua levedura estará em vantagem reprodutiva perante os organismos concorrentes que desejam acabar com o seu precioso néctar.         

10 – Faça compras olhando para o futuro: começamos sempre produzindo nossas levas com o que dispomos e quase sempre improvisando. Entretanto, quando a ficha cai, estamos diante de um novo e excitante hobby! Pois bem, chegou a hora de fazer novas aquisições e não adiantará nada fazermos aumentos graduais em nosso equipamento, o negócio é dar um salto grande! Por exemplo, ao invés de comprar um novo caldeirão de 20 L, depois um de 25 L, depois um de 30 L e depois um de 40 L, melhor comprar logo um de 40 L! Ao invés de comprar uma serpentina de cobre de 1 m, depois uma de 3 m, depois uma de 10 m , compremos logo uma de 10 m! Fazendo assim, você economizara muito dinheiro!

Espero que isso os ajude!

E não diga que ninguém falou!


Texto adaptado de: Ten Top Tips for Home Brewing Beer by Brad Smith. February 16, 2008. Acessado em: http://www.beersmith.com.

Dicas de leitura:
John J. Palmer. How to Brew (3a Edicao). 2006.

Equipamentos cervejeiros para iniciantes

A pergunta clássica de qualquer pessoa interessada em começar a fazer cerveja em casa é: Quais equipamentos precisa ter um cervejeiro inicialmente? No nossso caso, de início, tinhamos apenas uma panela e muita boa vontade. Vamos lá então responder essa questão.

Um kit básico para um iniciante fazer 20L de cerveja deve conter:

1) Moinho de cereias, de início pode ser opcional, dá pra ser usado o liquidificador;
2) Um caldeirão de preferência com uma válvula extratora, e a capacidade deve ser de no minimo 25L;
3) Uma colher de nylon ou teflon ou inox, não use colher de madeira;
4) Máquina de colocar tampinhas;
5) Termômetro, que pode ser digital um mais comum de vidro mesmo;
6) Densímetro, é opcional, e servirá para você estimar o teor alcoolico da sua cerveja;
7) Airlock para tampar o balde de fermentação;
8) Chiller de cobre com 4m de mangueira para fazer a conexões;
9) Fogareiro também é opcional, o fogão de casa serve;
10) Bombona, dessas de água mineral mesmo, usado para fermentar a cerveja.

Com esses materiais e um pouco de criatividade para improvisar, ja será possível produzir sua cerveja. 
Onde comprar todos esse equipamentos e quanto custa toda essa parafernália??

Aqui em Florianópolis, você encontra facilmente o moinho de cereais no ILHA GÁS na rua Francisco Tolentino, centro, onde compramos o nosso por R$ 90,00. O caldeirão compramos em uma loja na rua principal do bairro Estreito, 25L custou R$ 80,00. O densímetro e o termômetro pode ser encontrado na Dist, www.dist.com.br. O cano de cobre em qualquer loja de materiais de construção assim como as mangueiras para conexão. O airlock e a máquina de colocar tampinhas pode ser adquiridas em lojas especializadas, segue alguns links de onde encontrar:
Porto Alegre/RS: www.weconsultoria.com.br

O custo máximo do básico ficará cerca de R$300,00. E com esses equipamentos em mãos, podemos passar pra próxima e tão esperada etapa; a fabricação.